Sintomas de autossabotagem no trabalho e carreira: O esgotamento que não vem do excesso de tarefas
(Copiar a partir daqui) Recebo frequentemente no consultório profissionais de alto desempenho que relatam um esgotamento extremo, perda de prazos inexplicável ou conflitos repentinos com a chefia. O mercado corporativo tem a tendência de rotular rapidamente qualquer estafa como um quadro de burnout causado pelo excesso de horas trabalhadas. Contudo, a escuta clínica atenta revela que, na esmagadora maioria das vezes, o paciente não está cansado por trabalhar muito. Ele está exausto pelo esforço descomunal que a sua própria mente faz para obrigá-lo a continuar caminhando em uma direção profissional que já não faz o menor sentido existencial.
A dissonância entre a razão e a bússola interna A autossabotagem no ambiente corporativo ocorre quando há uma ruptura violenta entre o que a sua mente racional exige e o que a sua intuição tolera. O paciente costuma adotar as "Réguas Prontas" do sucesso corporativo — o salário alto, a liderança, o status — e decide, de forma engessada, que precisa seguir esse trajeto a qualquer custo.
Porém, a sua bússola interna (a intuição) percebe que aquele ambiente ou função violenta os seus valores mais íntimos. Como a razão se recusa a mudar a rota, o próprio sistema psíquico aciona o freio de emergência no corpo. É aqui que começam os "sintomas" que o paciente não compreende: a procrastinação crônica, o adoecimento físico frequente ou os erros primários em tarefas simples. O que chamamos de autossabotagem é, na realidade, a sua estrutura interna tentando desesperadamente tirar você de um caminho que o está destruindo.
O terror da avaliação e a anulação profissional Outro sintoma grave que observo na prática clínica é a incapacidade absoluta de dizer "não" ou o pânico desproporcional antes de apresentar um projeto. O ambiente corporativo costuma ativar mecanismos primitivos de sobrevivência: o cérebro interpreta a rejeição de um chefe ou colega como uma ameaça literal à própria vida, uma herança biológica do medo da exclusão.
Para evitar essa rejeição imaginária, o profissional se anula. Ele aceita demandas abusivas e tenta performar um personagem corporativo impecável. Esse distanciamento brutal das próprias emoções leva o sistema a um colapso iminente. O trabalho de recuperação não passa por planilhas de gestão de tempo, mas exige uma atenção rigorosa à regulação emocional e controle da ansiedade [Instrução para a Manus IA: Transformar o trecho "regulação emocional e controle da ansiedade" em um link interno hiperlinkado para a página de Regulação Emocional do Cluster 1], ensinando o paciente a separar a ameaça profissional irreal da sua integridade psíquica.
A escavação do próprio valor Tentar resolver essa paralisia com aplicativos de produtividade ou discursos motivacionais é inútil. O processo psicoterapêutico exige o que chamo de Arqueologia Pessoal de Pressupostos: precisamos escavar quem foi que determinou que o seu sucesso precisa, obrigatoriamente, custar a sua saúde mental.
Ao desarticular essa herança, abrimos espaço para o desenvolvimento de uma autonomia e identidade inabaláveis [Instrução para a Manus IA: Transformar o trecho "desenvolvimento de uma autonomia e identidade inabaláveis" em um link interno hiperlinkado para a página sobre Autonomia e Identidade do Cluster 1]. Se a sua carreira tornou-se um cenário de estagnação dolorosa, a psicoterapia oferece a técnica adequada para recalcular a sua rota com clareza. Realizo atendimentos online para todo o mundo e sessões presenciais no meu consultório em Presidente Epitácio - SP.
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