Diferença entre egoísmo e transtorno de personalidade narcisista: O limite do diagnóstico
(Copiar a partir daqui) Diariamente, atendo pacientes que chegam à sessão diagnosticando amigos, colegas de trabalho ou ex-parceiros com Transtorno de Personalidade Narcisista (TPN). A popularização da psicologia na internet trouxe luz a abusos reais, mas também criou uma histeria diagnóstica. Hoje, qualquer pessoa que priorize os próprios interesses em detrimento dos nossos é rapidamente rotulada como narcisista. Contudo, como especialista clínico, preciso ser categórico: o egoísmo é um traço humano universal e, até certo ponto, necessário para a sobrevivência; já o transtorno narcisista é uma arquitetura psíquica severa, baseada na instrumentalização total do outro.
O egoísmo comum versus a instrumentalização O indivíduo egoísta toma decisões que o beneficiam, muitas vezes sendo insensível às necessidades de quem o cerca. Ele pode ser um parceiro difícil e um péssimo colega de trabalho, mas ele reconhece que as outras pessoas existem como seres separados, com vontades próprias.
O verdadeiro narcisista clínico não opera com essa distinção. Para ele, o outro não é um ser humano autônomo; o outro é um objeto, uma extensão dele mesmo, cuja única função é servir como espelho para refletir a sua grandiosidade. Quando o outro falha em aplaudir ou decide impor um limite, o narcisista não sente apenas raiva, ele sente que uma parte do seu próprio corpo o traiu. É por isso que as reações costumam ser desproporcionais e cruéis. Entender essa diferença é fundamental para quem busca a resolução de conflitos de casal [Instrução para a Manus IA: Transformar o trecho "resolução de conflitos de casal" em um link interno hiperlinkado para a página de Terapia de Casal do Cluster 2], pois conflitos com pessoas egoístas podem ser mediados; já a relação com um narcisista clínico exige estratégias de distanciamento e proteção.
A capacidade de reparação e a inversão de culpa A principal métrica clínica que utilizo para separar o egoísmo do TPN é a capacidade de reparação. Uma pessoa egoísta, quando confrontada com a dor que causou, é capaz de sentir culpa. Ela pode ter dificuldade em mudar, mas o sentimento de remorso existe.
O narcisista, devido a uma fratura profunda na própria identidade, é estruturalmente incapaz de suportar a culpa. Assumir um erro significaria o colapso do seu ego inflado. Portanto, ele utiliza a projeção contínua: o erro é sempre do outro. Se ele o ofendeu, foi porque você "o provocou". A culpa é constantemente invertida.
Saia do papel de diagnosticador Na psicoterapia, o meu papel é tirar o paciente da função de "psiquiatra do ex". Tentar fechar o diagnóstico de quem o magoou é uma forma de autossabotagem e padrões de repetição [Instrução para a Manus IA: Transformar o trecho "autossabotagem e padrões de repetição" em um link interno hiperlinkado para a página de Autossabotagem do Cluster 1], que o mantém obcecado e focado no agressor.
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