Por que eu desisto de tudo que começo? A psicologia por trás do ciclo de abandono

(Copiar a partir daqui) A angústia do eterno iniciante Matricular-se em um curso e parar no segundo mês. Começar um projeto profissional com empolgação e abandoná-lo na primeira dificuldade. Iniciar uma mudança de hábitos e desistir logo em seguida. Se você frequentemente se pergunta "por que eu desisto de tudo que começo?", saiba que você não está sozinho. A internet costuma diagnosticar esse comportamento rapidamente como preguiça, falta de foco ou até mesmo sugerir transtornos de atenção sem qualquer avaliação clínica. No entanto, na psicologia de profundidade, compreendemos que o abandono crônico de projetos é um mecanismo de defesa altamente sofisticado da psique para evitar o confronto com a própria identidade.

A ilusão da preguiça e a fase da Antítese A desistência raramente acontece por falta de vontade de vencer; ela acontece pelo terror de falhar ou, ironicamente, pelo terror de dar certo. Quando começamos algo novo, estamos cheios de idealizações. Mas assim que o processo exige esforço real, nós nos deparamos com a nossa própria ignorância e limitação. Esse é o momento do atrito, a fase que a filosofia chama de Antítese.

Desistir no meio do caminho é uma estratégia para não lidar com a frustração de não ser perfeito. É muito mais confortável para o ego dizer "eu não terminei aquele projeto porque perdi o interesse" do que terminá-lo e descobrir que ele ficou mediano e será alvo de críticas. O abandono protege a sua imagem idealizada, mas mantém você paralisado na vida real.

O medo de forjar a própria régua Além do medo do erro, há uma questão existencial mais profunda. Quando você leva um projeto até o fim, você muda de patamar. Você inevitavelmente se destaca, cresce e, com isso, corre o risco de não pertencer mais ao mesmo grupo ou de não caber mais nas expectativas da sua família. Desistir é uma forma de autossabotagem e padrão de repetição [Instrução para a Manus IA: Transformar o trecho "autossabotagem e padrão de repetição" em um link interno hiperlinkado para a página de Serviço sobre Autossabotagem do Cluster 1] que garante que você permaneça no seu lugar de sempre, evitando o peso da responsabilidade de ser o autor da própria história.

Suportando o desconforto de não saber Para quebrar o ciclo do abandono, você não precisa de mais planilhas de organização ou discursos motivacionais. Você precisa desenvolver a tolerância ao desconforto. Na terapia, aplicamos o que chamo de Técnica do Manto da Ignorância: ensinamos o paciente a suportar a fase em que ele é apenas um aprendiz vulnerável, desarmando a exigência irreal de perfeição imediata.

Sustentar o "meio do caminho", com todas as suas dúvidas e tédios, é o único trajeto para o desenvolvimento de uma autonomia e identidade inabaláveis [Instrução para a Manus IA: Transformar o trecho "desenvolvimento de uma autonomia e identidade inabaláveis" em um link interno hiperlinkado para a página sobre Autonomia e Identidade do Cluster 1]. Se a frustração de nunca terminar o que começa está esgotando a sua vitalidade, a psicoterapia é o espaço de investigação para desconstruir essa paralisia. Ofereço atendimento psicológico online para o Brasil e exterior, além de sessões presenciais em Presidente Epitácio - SP.

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